Sing it Sam!
Existem músicas, filmes, pinturas, poemas que nos encantam e que por alguma razão misteriosa tornam-se intemporais, sublimes, brilhantes, tornam-se obras de referência inexplicavelmente belas, perfeitas! Posso citar algumas obras que nem as viragens de séculos conseguirão derrotar como é exemplo a obra musical Paixão Segundo S. Mateus de Bach, o filme Casablanca, a pintura da Madonna do Münch ou o Lovers do Margritte, de antologias poéticas como As Elegias do Duíno de Rainer Maria Rilke e haverá ainda muitas outras obras primas mais recentes que ainda nem séculos atravessaram, que deixarei sem citação mas que concerteza continuarão por cá muito depois de nós! A ambiguidade e o mistério destas obras reside no seu momento de criação, no processo de projecção que se assume nas mãos de alguém tão simples e efémero, de alguém como qualquer um de nós, de alguém que surge do anonimato, do vulgar e comum. Há realmente pessoas que se tornam inesquecíveis, misteriosamente iluminadas...
Mas não quero só falar de Mozarts, estou também a falar por exemplo, como quem não quer a coisa, do meu filho que todos os dias me surpreende, que todos os dias me ilumina com aquele sorriso maravilhoso! Senão conseguir criar mais nenhuma obra, uma pelo menos sei que já anda aí pelo mundo a opinar!
Mas não quero só falar de Mozarts, estou também a falar por exemplo, como quem não quer a coisa, do meu filho que todos os dias me surpreende, que todos os dias me ilumina com aquele sorriso maravilhoso! Senão conseguir criar mais nenhuma obra, uma pelo menos sei que já anda aí pelo mundo a opinar!
INLET OF SPECIAL THINGS AND MOMENTS
Play it again Sam!
Lovers

Margritte
As Elegias do Duíno
(...)
Certo, é estranho não habitar mais terra,
Não mais praticar hábitos ainda mal adquiridos,
Às rosas e outras coisas especialmente cheias de promessas
Não dar sentido do futuro humano;
O que se era, entre mãos infinitamente cheias de medo
Não ser mais, e até o próprio nome
Deixar de lado como um brinquedo quebrado.
Estranho, não desejar mais os desejos. Estranho,
Ver tudo o que se encadeava esvoaçar solto
No espaço. E estar morto é penoso
E cheio de recuperações, até que lentamente se divise
Um pouco da eternidade. - Mas os vivos
Cometem todos o erro de muito profundamente distinguir.
Os anjos (dizem) não saberiam muitas vezes
Se caminham entre vivos ou mortos. A correnteza eterna
Arrebata através de ambos os reinos todas as idades
Sempre consigo e seu rumor as sobrepuja em ambos.
(...)
Rainer Maria Rilke
2 pistas:
Não tenho duvidas disso, quando nasceu o meu primeiro filho começei a ver o mundo com outros olhos.
Foi tiro e queda, e várias vezes tive e tenho essa sensação que descreveste.
Esta deve ser a melhor música que alguma vez foi feita!
Excelent!
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